Freguesia de São João Baptista

 

Património

Património (5)

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JARDIM SERRÃO LOPES

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Possuidor de uma área com cerca de dois hectares, a Zona Verde é o maior jardim da cidade do Entroncamento. Construído em 1982 conquistou a preferência de muitas pessoas do Entroncamento e de outras que nos visitam. É constituído por um frondoso arvoredo e amplos espaços ajardinados.

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CENTRO CULTURAL - ANTIGO MERCADO DIÁRIO

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Em forma de resenha histórica, apresentamos as principais datas relacionadas com o edifício do antigo Mercado Diário, actual Centro Cultural:

- 1914: A Cooperativa de Ferroviários e Aderentes (S.C.F.A.) compra, a D. Maria Efigénia da Silva Rebelo, um olival situado em frente da sua sede, com intenção de que ali se concentrassem todos os pontos de venda (os vários mercados ao ar livre) que existiam espalhados pela povoação. 

- 1921/22: A Câmara de Vila Nova da Barquinha envia um ofício à Cooperativa, propondo a cedência, por parte desta, do terreno acima referido onde ficaria instalado o Mercado do Entroncamento. Desta forma, as entidades oficiais sobrepõem-se aos planos de uma entidade particular – a Cooperativa. 
 



- 16/05/1922: A Cooperativa responde impondo as suas condições.

- 1923(?): Escritura Pública de cedência do terreno em questão entre a Câmara da Barquinha e a Cooperativa.

- 1924(?): A Comissão Financeira de Melhoramentos do Entroncamento, tendo à frente o vereador José Marques Agostinho e José Duarte Coelho, manda efectuar um pavimento térreo no aludido terreno para se realizar a praça diária. A planta desse terrado foi efectuada pelos engenheiros da C.P., Aboim e Araújo.

- 17/06/1926: a dita Comissão estabelece os preços de aluguer do referido terrado.

- 25/08/1926: Com a criação da Junta de Freguesia do Entroncamento, a praça passou a ser administrada por esta entidade.

- 10/01/1930: Negociações da Junta de Freguesia do Entroncamento com a Casa Dargent para construção do edifício do Mercado Diário.

- 12/02/1930: A Junta do Entroncamento tomou conhecimento das condições pedidas pela referida firma para a cobertura do Mercado Diário, o que ficaria em 280 000$00.

- Fevereiro de 1930 (?): Iniciam-se as obras do edifício do Mercado Diário, tendo-se a firma L. DARGENT L.DA, associado em colaboração com a EMPRESA CONSTRUTORA DE PEDROUÇOS, dirigida por António dos Santos Fonseca.

- 01/11/1930: Inauguração do edifício do Mercado pelas 08H00 da manhã. A construção contém 26 lojas e várias bancas no seu interior.

- 27/02/1931: Através de ESCRITURA DE TRANSFERÊNCIA DO MERCADO COBERTO DO ENTRONCAMENTO, a Câmara da Barquinha transfere a propriedade do edifício e todos os direitos sobre o Mercado para a Junta do Entroncamento.

- 16/07/1932: O Decreto Lei n.º 21471 Autoriza a Câmara da Barquinha a ceder gratuitamente à Junta de Freguesia do Entroncamento, uma parcela de terreno para nêle ser construído um mercado diário, isto já depois de o edifício ter sido inaugurado.

- 05/09/1932: Entregou a Junta à Casa Dargent a quantia de 300 mil escudos, o preço final da obra.

- 22/11/1945: No Decreto Lei n.º 35184, que cria o concelho do Entroncamento, aparece referido o edifício do Mercado Diário como uma das infra-estruturas existentes à data da criação da nova unidade administrativa.

- Maio de 1983: Encerramento do edifício do Mercado Diário devido à inauguração do Mercado Novo.

- 21/05/1984: A Memória Descritiva e Justificativa do G.A.T. de Torres Novas para adaptação do Antigo Mercado Municipal a Centro Cultural revela a importância e singularidade do edifício em causa.

- 1986/91: Obras de recuperação do edifício do antigo mercado tendo em vista a sua transformação em centro cultural.

- 24/11/91: Inauguração do Centro Cultural do Entroncamento, integrada nas comemorações do 46º Aniversário do Concelho do Entroncamento. 

 

Retirado do livro
“O Edifício do Mercado Municipal, Hoje, Centro Cultural do Entroncamento”,
por Luís Miguel Preto Batista 
 

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CHAFARIZ DAS VAGINHAS

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As principais datas históricas relativas a este chafariz: 

- 9 de Junho de 1931 – A Junta de Freguesia deliberou mandar colocar uma bomba nova no poço das Vaginhas (a antiga bomba era movimentada à mão através de uma roda metálica com manípulo) e construir um chafariz sobre a mesma.

- 7 de Julho de 1932 – Aprovou-se a planta do chafariz

- 12 de Julho de 1932 – Foi apreciado o projecto do chafariz, organizado e deliberado mandá-lo a Sua Ex.ª o Governador Civil do Distrito com o pedido de subsídio de 15 mil escudos para execução do trabalho. 
 

- 17 de Agosto de 1932 – Foi apreciada a planta do chafariz feita gratuitamente pelo Arquitecto Cottinelli Telmo (os cálculos foram efectuados pelo Eng.º Sousa Nunes, Chefe de Divisão de Via e Obras) e também foi deliberado comunicar à Casa Capucho a recepção da bomba.

- 3 de Junho de 1933 – Foi deliberado agradecer aos Exmos. Sr. Governador Civil e Ministro das Obras Públicas pela dotação do chafariz das Vaginhas. Também nesta data foi deliberado mandar construir pelo Engenheiro Sequeira o referido chafariz e oficiar às Obras Públicas de Santarém participando o início da obra.

- 12 de Junho de 1933 – Foi deliberado mandar limpar o poço das Vaginhas e colocar-lhe dois anéis de cimento em substituição do que tinha em madeira.

- 23 de Junho de 1933 – Foi a inauguração do chafariz das Vaginhas com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Barquinha e do Administrador do Concelho. Por proposta do Presidente da Junta convidou-se a pessoa mais idosa das Vaginhas, Sr.ª D. Cândida Agostinho, para, pelas 20 horas, abrir uma das torneiras. O chafariz e a bomba custaram 22.612$00.

- Na parte do chafariz, fronteira à Capela de S. João Baptista, pode-se ler: 
 

“MANDADO CONSTRUIR 
PELA JUNTA DE FREGUESIA 
E INAUGURADO 
EM 23 DE JUNHO DE 1933”.

Retirado do livro “Os Casais das Vaginhas”, de
Luís Miguel Preto Batista

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CAPELA DE SÃO JOÃO BAPTISTA

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A crença e a devoção religiosas da população cristã, naquele que viria a ser um populoso bairro do Entroncamento, era já bastante forte nos princípios do século XVII, pois nessa altura edificou-se nos Casais das Vaginhas a Capela de São João Baptista. 

Construída com o produto das esmolas dos seus moradores e de outros devotos, esta capela criou um atractivo para a fixação de mão-de-obra que afluía para os trabalhos agrícolas da Quinta da Cardiga. Este facto e a circunstância de se encontrar perto da estrada que naquele tempo conduzia de Lisboa a Coimbra e posteriormente no entroncamento das estradas da Golegã, Torres Novas e Barquinha, fizeram desta Capela e do primitivo poço existente no seu adro (actual Chafariz) como que um pequeno oásis na transição da Charneca arenosa dos montados do Sul do Tejo para a planície de cereais e hortas a Norte do mesmo rio. A Capela de São João das Vaginhas foi construída no meio de um olival tendo o proprietário cedido o terreno gratuitamente.

Como o Entroncamento se desenvolvesse de dia para dia, cada vez mais se foi fazendo sentir a necessidade de assistência espiritual o mais amiúde possível. Para tal, entendeu-se por bem que na Capela de São João se celebrasse Missa aos Domingos e dias santificados, provendo a essas necessidades os párocos das paróquias de Atalaia e da Golegã. 

Solicitou-se então ao Cardeal Patriarca de Lisboa (1919) a autorização para que qualquer sacerdote na qualidade de capelão pudesse ali celebrar missa de 15 em 15 dias. Os casamentos e baptizados continuaram a ser realizados na Igreja de Atalaia ou na Capela da Cardiga. 

Mais tarde houve uma evolução da situação e começaram a realizar-se os baptismos na Capela de São João, no dia da sua festividade. Os primeiros tiveram lugar em Junho de 1920. Nesse dia realizaram-se seis baptismos. 

Desde então, o povo do Entroncamento, verificou-se a seguinte atitude: os pais mais preocupados com o baptismo dos seus filhos levavam-nos a baptizar durante o ano à Capela da Cardiga ou à Igreja da Atalaia, no entanto um grande número esperava pela festa de São João e só neste dia, único em que durante o ano se faziam baptismos na capela, levavam lá os filhos a receber o sacramento. Assim se explica como se chegaram a fazer dezenas de baptismos no dia de São João. 

Com licença especial do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo, passaram-se, também, a celebrar casamentos na Capela das Vaginhas. O primeiro foi o de José Cipriano e Solange da Silva Alfaro, realizado no dia 20/08/1921. 
Em 25 de Agosto de 1926, o Entroncamento é elevado a freguesia, pelo Decreto Lei Nº 12.192, ficando a pertencer a um só concelho, o da Barquinha, já que antes a nossa terra se encontrava dividida entre duas freguesias: a parte poente da linha férrea pertencia à freguesia de Santiago (concelho de Torres Novas), a parte a Nascente da linha pertencia à freguesia da Atalaia (concelho de Vila Nova da Barquinha). 
Em 1927, a nova freguesia civil foi reconhecida pelas entidades eclesiásticas e, por falta de templo próprio, passou todo o serviço de culto a realizar-se na capelinha de São João Baptista, nas Vaginhas, onde aliás grande parte dos entroncamentenses havia muito tempo assistiam aos actos religiosos. O Patriarcado de Lisboa, como não podia deixar de ser, consagrou a freguesia de Entroncamento ao orago das Vaginhas, São João Baptista. 

A sua estrutura arquitectónica é bastante simples, apresenta apenas uma nave. duas janelas iluminam a capela a meio da nave. O sino da capela está suspenso, no exterior, num arco de volta perfeita, situado na parede lateral direita. 

 

Chegando a estar à beira da ruína, a reconstrução de 1982/83, devolveu à Capela de São João Baptista a sua vitalidade. 

Retirado de “Os Casais das Vaginhas”, de Luís Miguel Preto Batista

 
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IGREJA MATRIZ DO ENTRONCAMENTO

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IGREJA MATRIZ DO ENTRONCAMENTO

A 7 de Novembro de 1937 o Cardeal Patriarca de Lisboa, na sua primeira visita ao Entroncamento (que ainda não era paróquia), lançou a primeira pedra daquela que seria a Igreja Matriz do Entroncamento. As obras começaram no dia 2 de Fevereiro de 1938.

Estava previsto que o Entroncamento fosse paróquia aquando da inauguração da nova igreja, mas o Pároco (Pe. Martinho Gonçalves Mourão) pediu ao Senhor Patriarca a criação da paróquia, visto que a Capela de S. João já era praticamente sede de paróquia e convinha que o Entroncamento, tivesse o seu registo religioso, em vista da quantidade da população.

Diga-se que só o número de actos religiosos realizados nesta capela superavam os das paróquias de Atalaia, Barquinha e Tancos todos juntos.

Em 2 de Fevereiro de 1939 o Entroncamento começou a marcar como paróquia própria, sendo seu primeiro pároco o Pe. Martinho Mourão.

Dado que a Capela de S. João parecia cada vez mais pequena, em 7 de Janeiro de 1940 iniciaram-se os baptismos na nova igreja paroquial, ainda em construção. Foi naquele dia baptizado Albino Augusto, filho de António Dias e Lucinda de Jesus Sousa. O primeiro casamento aconteceu em 22 de Janeiro de 1940. O novo casal era composto por Manuel dos Santos e Esperança Nunes Branco.

Antes disto, em 30 de Maio de 1938 já lá tinha sido rezada Missa, com procissão, para despedida do mês de Maria. Em 2 de Outubro do referido ano celebrou-se a primeira Comunhão de crianças. Nessa mesma noite fez-se a primeira grande procissão de velas.

Aos 7 dias do mês de Julho de 1940, o Cardeal Patriarca (D. Manuel Gonçalves Cerejeira), benze e inaugura a Igreja Paroquial do Entroncamento, dedicada à Sagrada Família.

Para a sua construção foi constituída uma Corporação Fabriqueira, de modo a angariar fundos. O seu custo foi de cerca de 600 contos. Desta Corporação faziam parte o Pe. Martinho Gonçalves Mourão, D. António da Cunha e Luís Falcão de Sommer. Contribuíram também as Sras. D. Branca Falcão de Sommer d`Andrade, D. Fernanda Falcão Sommer de Melo e D. Maria Isabel Falcão Trigoso. A C.P., o Estado Novo e o Sr. Cardeal Patriarca também deram a sua contribuição.

A igreja foi construída em terreno cedido para o efeito pela Quinta da Ponte da Pedra, na pessoa da D. Maria Isabel Falcão Trigoso. O projecto foi concebido pelo Dr. Ruy d'Andrade, arquitecto amador, tendo sido o autor oficial o arquitecto Raul Caeiro. Dirigiram as obras o arquitecto António Lino e o Eng. Américo Macedo. 
 

Retirado de “Elementos para a História da Paróquia do Entroncamento”, de
Pe. Martinho Gonçalves Mourão